Tesouro Selic: uma forma segura e eficaz em obter retorno em investimentos

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Tesouro Selic: uma forma segura e eficaz em obter retorno em investimentos

Quem busca realizar investimentos no mercado de ações, mas não pretende fazer nada arriscado, o Tesouro Direto pode ser uma excelente opção, pois você adquire títulos públicos do governo federal e obtém um retorno em cima desse investimento envolvendo muito pouco risco. E dentro dessa modalidade, uma das formas mais conservadoras e que vão garantir um bom retorno financeiro é o chamado Tesouro Selic, que até 2015 se chamada LFT (Letra Financeira do Tesouro).

 

Podendo ser adquirido por qualquer pessoa que tenha vontade de se tornar um investidor, o Tesouro Selic produz muito mais rendimento do que uma poupança, por exemplo, e se converte em uma alternativa bastante promissora para quem está dando os primeiros passos nesse mercado.

Trata-se do único título público que possui sua rentabilidade pós-fixada, ou seja, você só saberá quanto receberá quando o título vencer ou caso você o resgate antecipadamente. Por essa característica também, é um modelo de fluxo simples e que não requer muita expertise, indicado para quem deseja – ou necessite, em uma emergência – dinheiro de forma mais rápida.

Tesouro Selic e a taxa básica de juros

Vale salientar que o Tesouro Selic acompanha a taxa básica de juros (que também e chama Selic) que rege a economia. Ela é definida pelo Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central em reuniões que ocorrem a cada 45 dias. Por meio da Selic o Banco Central aponta caminhos e até mesmo define a política monetária e fiscal de um governo federal.

Isso porque, a Selic serve de referência para a cobrança de juros em empréstimos, crediários, financiamentos, entre outros. Ou seja, se a Selic está alta, os juros que vão compor algum tipo de parcelamento, por exemplo, serão maiores. Se a taxa cai, os juros das negociações bancárias e financeiras tendem a diminuir.

Não à toa, a previsão é de que o Tesouro Selic provenha o maior ganho real dos últimos 10 anos aos investidores em 2017, mesmo em um ciclo de cortes da Taxa Selic. Isso porque, essa redução tem ocorrido por conta de uma queda também na inflação, que influencia em outra modalidade de investimento em Tesouro Direto, o Tesouro IPCA que será comparado neste artigo.

Uma forma de poder acompanhar o andamento da taxa Selic na economia e, consequentemente, em seu investimento em Tesouro Direto Selic, é ler o noticiário econômico, em especial quando ocorrem as reuniões do Banco Central.

O próprio banco faz pesquisas semanais com economistas para perceber para onde os ventos da economia nacional sopram. O conteúdo desse levantamento é publicado no Boletim Focus, que contém previsões desses especialistas para a Taxa Selic no ano e no seguinte. Tais referências auxiliam você a projetar seus rendimentos em Tesouro Direto Selic.

Como devo investir no Tesouro Selic

Outro ponto positivo para quem está ingressando no mercado de investimentos é que com pouco você já consegue começar. Bastam R$ 30 para aplicar. Você precisará procurar uma instituição financeira que esteja autorizada pela Bolsa de Valores para fazer a intermediação da negociação entre você e o governo. Bancos e corretoras estão habilitados para fazer esse tipo de trabalho.

Apesar dos títulos públicos serem similares às ações, ou seja, possuírem preço unitário, a vantagem no Tesouro Direto é que os investimentos podem ser menores, adquirindo, inclusive, frações de um título, não necessariamente ele todo. Pode-se adquirir até mesmo pedaços de até um quinto do título.

O investimento em Tesouro Selic é dos melhores, pois seus riscos são mínimos. Especialistas consideram os riscos de crédito, ou seja, de um calote por parte do governo algo praticamente impossível, pois isso provocaria uma reação em cadeia muito negativa no mercado, só trazendo prejuízos para o Brasil.

No aspecto de um possível risco de mercado, como o Tesouro Selic acompanha as variações da taxa Selic e esta não varia tão profundamente quanto os prefixados, por exemplo. Por isso, a possibilidade de perda de dinheiro é mínima mesmo no caso do investidor precisar efetuar um resgate antes do vencimento do título. Isto é, sua liquidez diária é melhor ao se comparar com as outras modalidades de Tesouro Direto, como veremos com mais detalhes a seguir.

Modalidade mais segura do que as outras

Por possuir poucos riscos, o Tesouro Selic é uma modalidade mais segura no comparativo com as demais. Mesmo se você levar em conta o fato de que não tenha como saber o rendimento no ato da contratação.

Nos títulos prefixados, por exemplo você já tem o rendimento definido no ato da compra do título público. Porém, o que vai diferenciar positivamente para o Tesouro Selic é par ao caso de você necessitar uma antecipação do resgate do valor investido.

Certamente, se você aguardar até o vencimento dos títulos, os prefixados são 100% seguros em relação ao valor final e à taxa do período, garantindo um bom rendimento ao investidor. Porém, caso seja necessário se desfazer dos títulos antes deles terem vencido, você ficará sujeito a uma rentabilidade negativa, já que ele pode variar bastante quanto aos seus valores, perdendo a certeza estabelecida no ato da compra do título prefixado.

Isso não ocorre no Tesouro Selic pós-fixado, já que ele não possui rentabilidade negativa. No primeiro mês pode haver uma variação de seus papéis para menos, mas isso ocorre por conta do Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguros (IOF) regressivo e o Imposto de Renda, que levarão todo o seu rendimento, além das taxas operacionais cobradas de forma antecipada. Depois disso, os rendimentos só vão crescer dentro da modalidade Selic.

Por isso mesmo, o Tesouro Selic é a melhor opção para quem pode precisar de dinheiro a qualquer momento, facilitando uma boa rentabilidade para quem necessitar resgatar o valor investido e seus rendimentos antes da data de vencimento dos títulos públicos.

A mesma premissa vale em um comparativo com o Tesouro IPCA, que leva em conta a inflação. Se você não resgatar antes nenhum deles, o IPCA vai render a variação da inflação no intervalo, além de um valor que você já saberá no ato da compra do título. Em geral esse rendimento acaba se tornando maior do que no Tesouro Selic.

Agora, se você tiver que se desfazer do título antes da data de vencimento dele, poderá receber um rendimento inferior ao contratado, pois o título será negociado pelo valor de mercado daquele momento, em uma variação muito mais abrupta do que na Selic, em que as taxas de juros são mais sólidas.

Taxas e tributos a pagar no Tesouro Selic

Ao escolher aplicar no Tesouro Direto, e isso vale também para as modalidades Prefixado e IPCA, é preciso estar atento às taxas que bancos e corretoras cobram para negociar os títulos públicos. É o que se chama no mercado de taxa de agente de custódia.

Vale dizer que algumas empresas isentam o investidor de tal valor, mas há casos em que é cobrado até 2% ao ano, o que pode comprometer os seus ganhos. Há outra taxa cobrada pela própria Bolsa de Valores pela custódia dos seus títulos. Trata-se de 0,30% ao ano sobre o total dos papéis.

Preste atenção também na tributação de Imposto de Renda. Quanto mais tempo leva para o resgate do valor, mais o desconto cai. Por exemplo: se você resgatar algum título em até 180 dias, a taxa paga será de 22,5%. De 181 dias até 360, a tributação cede para 20%. Se você vender os títulos entre 261 e 720 dias, será taxado em 17,5%. Agora, se sua aplicação for resgatada a partir de 721, o imposto a ser cobrado diminui para 15%.

 

 

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