Tesouro Direto: o que é e como posso ganhar dinheiro com isso?

Tesouro Direto: o que é e como posso ganhar dinheiro com isso?

O Tesouro Direto é uma ótima opção para quem quer investir para aumentar seus ganhos, mas não está propenso a se arriscar, por medo ou desconhecimento, na compra de títulos públicos do governo federal.

O Tesouro Direto tem aumentado cada vez mais o número de adeptos, especialmente por conta do crescimento da inflação e de juros altos. Essa combinação tem beneficiado uma série de aplicações financeiras de renda fixa, que começaram a apresentar rendimentos bem mais elevados em comparação com a velha caderneta de poupança.

 

Para se ter uma ideia, no ano passado foram registrados 1,1 milhão de pessoas que investiram em Tesouro Direto, um aumento de 80% em relação à 2015, quando o total de investidores alcançou 644 mil pessoas.

No entanto, ainda que esteja vivendo um período de popularidade, existe muita confusão a respeito do funcionamento do Tesouro Direto. Há bastante insegurança entre as pessoas, o que sempre gera o questionamento se esta é mesmo uma boa aplicação financeira. A ideia deste artigo é fornecer informações que possibilite uma melhor compreensão sobre o Tesouro Direto, para que você fique mais confortável na hora em que resolver realizar algum tipo de investimento.

Vale explicar que você não investe diretamente em Tesouro Direto, mas sim em títulos públicos. O Tesouro Direto é um programa lançado em janeiro de 2002 pelo Tesouro Nacional em parceria com a BM&FBovespa. Ele permite que qualquer pessoa física invista na aquisição de papéis da dívida pública federal por meio da internet.

A ideia do governo federal à época era a de, como o próprio site diz, “democratizar o acesso aos títulos públicos”, oportunizando esse tipo de aplicação não apenas a quem investe nessa área, mas também a pessoas comuns. O investimento mínimo é de R$ 30, isto é, você poderá investir em Tesouro Direto agora mesmo, se assim desejar.

Antes da criação deste programa do Tesouro Nacional, o investimento em títulos públicos por pessoas físicas só era possível de forma indireta, ou seja, por meio de fundos de renda fixa, que possuem carteiras com a maior parte de recursos em títulos públicos. Agora, o processo está bem mais facilitado.

Como funciona o Tesouro Direto?

Para poder investir em Tesouro Direito você deverá abrir uma conta em um agente de custódia, que é uma instituição financeira (bancos e corretoras) que está habilitada pelo programa para operar títulos públicos.

Há diversas empresas que poderão fazer esse papel de agente de custódia, além de fornecer as informações necessárias para você começar a investir em Tesouro Direto. Por exemplo, você precisará enviar uma série de documentos que a corretora ou o banco irão pedir.

A instituição financeira faz a ponte entre você e o sistema do Tesouro Direto. Antes da compra de um título, você deverá transferir seus recursos para a empresa, que ficará como responsável pelo pagamento/liquidação da operação. Após ele ser liquidado, o título ficará sob a custódia da Bolsa de Valores, em uma conta em seu nome.

Diariamente o Tesouro Direto libera uma tabela com os títulos públicos à venda e que podem ser adquiridos pelo investidor. Na tabela há a identificação do título, preço unitário, taxa e data de vencimento.

Os títulos públicos são similares às ações, possuindo um preço unitário. Porém, com o intuito de facilitar que sejam investidos valores menores, o Tesouro Direto autoriza que sejam negociadas frações de até um quinto do título, o que corresponde a 0,2 de um título.

Para saber quantos títulos você conseguirá comprar será necessário dividir o valor a ser investido pelo preço unitário do título – faça a conta por múltiplos de 0,2. Por exemplo, se o título custa R$ 1.000 e você tem 600, você poderá comprar 0,6 de um título: 0,6 x R$ 1.000 = R$ 600.

Há risco de se investir no Tesouro Direto?

Os títulos públicos do Tesouro Direto são os que possuem menor risco de crédito, sendo, portanto, a aplicação financeira mais segura que existe no mercado. Como são papéis da dívida pública federal, você correria o risco de não receber o que aplicou apenas caso o país decrete falência, o que só poderia ocorrer após todos os bancos quebrarem. Trata-se de uma modalidade bem mais segura que CDB, LCI, LCA ou mesmo a poupança, que existe o risco de você perder o dinheiro se o banco falir.

No frigir dos ovos, você empresta dinheiro ao governo federal, que devolverá o que você aplicou, com o acréscimo de uma taxa de retorno sobre essa quantia ao término do vencimento do título. A chance de não receber o que investiu é quase zero.

No entanto, isso não quer dizer que não há riscos. Os títulos públicos relacionados à inflação e os prefixados podem variar bastante dependendo da dinâmica do mercado financeiro. Por isso, é importante conhecer a fundo como funciona cada um deles.

Tipos de títulos do Tesouro Direto

Há três modalidades de títulos públicos disponíveis: indexado à taxa básica de juros da economia (Selic); prefixado, que possui diferentes prazos de vencimento; e o último é atrelado ao IPCA, que mede a inflação do Brasil. Vejamos os detalhes de cada um deles:

Selic: os títulos indexados à taxa Selic são indicados ao investidor mais conservador, além daqueles que buscam liquidez, isto é, necessitam de dinheiro em uma emergência, pois dá para captar os recursos aplicados antes de vencer o título. Ela possui a menor variação entre os títulos.

Prefixado: neste tipo você já saberá o quanto irá ganhar no ato da compra do título. Isso pode ser positivo para quem deseja manter o investimento aplicado até o vencimento do título. Não importa o que ocorrer na economia, seus ganhos estão garantidos. Agora, se você precisar do dinheiro antes do vencimento, você dependerá da rentabilidade dessa modalidade no dia, que varia mais, justamente por ele ser prefixado. Em resumo, você poderá perder dinheiro caso tenha que resgatar antes.

IPCA: neste caso é possível ter uma rentabilidade real, ou seja, um retorno acima da inflação. Se você não resgatar o título antes de seu vencimento, receberá a variação da inflação no período e, também, uma taxa de retorno que você conhecerá ao comprar o título. Assim como nos títulos prefixados, caso você tenha que resgatar antes o investimento poderá receber um valor diferente do contratado, pois o papel será vendido pelo valor de mercado daquele dia.

Liquidez, custos e tributação no Tesouro Direto

Se você quiser, é possível resgatar seu investimento de forma antecipada ao vender títulos ao preço de mercado. O Tesouro Direto garante a recompra desses títulos diariamente, das 18h às 5h do dia seguinte.

Já quando os títulos vencem, seu dinheiro é depositado automaticamente na sua conta na instituição financeira e um e-mail é enviado a você para informar-lhe sobre o vencimento. O ideal é que você reinvista esse os rendimentos obtidos para que potencialize os ganhos cada vez mais.

No Tesouro Direto você deverá pagar até duas taxas. Uma delas vem da própria Bolsa de Valores, que cobra a taxa de custódia de 0,30% ao ano sobre o total do título por guardar os papéis do seu investimento. A segunda depende das corretoras, que podem ou não cobrar o que se conhece como taxa do agente de custódia em operações de títulos público.

Com relação aos tributos a serem pagos, no caso dos títulos públicos o valor cai conforme o prazo aumenta. Além disso, o imposto incide apenas no ato da venda ou no vencimento do título. Porém, não há o que se preocupar, pois a própria corretora faz o recolhimento dos impostos.

O ideal, portanto, é buscar títulos públicos com prazos mais longos, pois o tributo será menor. Isso porque, títulos com prazos menores que seis meses recém tributos da ordem de 22,5% dos lucros. Já se você adquirir títulos com prazo de dois anos de investimento, por exemplo, a alíquota é reduzida para 15% dos lucros.

E aí, se interessou em fazer investimentos em Tesouro Direto? Quer conversar com a gente a respeito, tirar dúvidas? Mande sua mensagem na caixa de comentários abaixo!

 

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