Como começar a investir em ações em sete passos

Tempo de leitura: 16 minutos

Como começar a investir em ações em sete passos

Já imaginou investir no mercado financeiro? É um tanto quanto assustador, não é mesmo? Pois a ideia da Bolsa de Valores e de investir em ações parece algo bastante distante da realidade da maioria das pessoas e afasta aqueles que não possuem um acesso fácil a este novo mundo, repleto de possibilidades.

Mesmo para você que já deu os primeiros passos como investidor ao aplicar recursos em fundos de renda fixa ou em títulos do Tesouro Direto, e outras aplicações de menor risco, pode ter um certo medo de dar um passo além, já que o investimento em ações não tem a mesma garantia de retorno do dinheiro investido como nas modalidades citadas anteriormente. E faz sentido, pois é preciso um certo conhecimento e, qualquer decisão tomada errada ou no calor do momento, pode colocar tudo a perder.

É normal ter essa dúvida. Mas acalme-se que neste artigo vamos trazer orientações e dicas para que você perca o medo de investir em ações e comece a dar os primeiros passos nesse mercado, com total segurança, até você ter um bom domínio sobre esse processo.

E como isso é possível? Bem, vamos focar inicialmente em uma estratégia de investimento passivo, em que você terá apenas que comprar os ativos certos e aguardar que eles se valorizem por 10 anos ou mais. A ideia aqui é facilitar a sua vida, já que você não tem o conhecimento todo para analisar as ações e, no curto prazo, sair comprando e vendendo, ganhando e perdendo dinheiro. Com isso, você não precisará acompanhar o andamento do mercado de ações, dando tempo para os seus outros afazeres. Depois, vamos desvendando os passos seguintes para você se diversificar ainda mais seus investimentos. Vamos lá!

  1. Crie uma reserva emergencial

Antes de iniciar seus investimentos em ações, você deverá criar um fundo pessoal com uma reserva para emergências. Isso irá protegê-lo de qualquer problema que ameace seus investimentos. Por exemplo: caso você precise de algum dinheiro no curto prazo e não tenha um fundo emergencial terá que vender suas ações no mercado rapidamente, estando sujeito às oscilações normais de um mercado volátil, o que poderá fazer com que você perca muito dinheiro.

A sugestão é que sua reserva seja de pelo menos três vezes as suas despesas mensais mais importantes e que esse montante esteja aplicado em um investimento mais conservador e que possua alta liquidez. Como exemplo, podemos citar o Tesouro Selic, que os rendimentos correm de acordo com os juros da taxa Selic, que rege a nossa economia, e que pode ser resgatado antes de seu vencimento, com possibilidade de boa rentabilidade.

  1. Guarde dinheiro

Guarde dinheiro? Mas como assim? Eu já vou ter que formatar um fundo emergencial. Agora vou ter que juntar ainda mais? Sim. Mas calma, você vai entender. O item 1 sugere que você crie um fundo para utilizar em alguma emergência que não comprometa suas ações. Agora aqui é que você vai reunir o capital para começar a aplicar na Bolsa de Valores, correto?

Não há um valor mínimo para você começar a investir, mas recomendamos que você reúna pelo menos R$ 5.000,00 para início de conversa. Esse valor é para garantir que você tenha verba para cobrir custos de custódia e corretagem que poderão ser cobrados e que causarão um impacto grande na sua rentabilidade caso você invista valores muito baixos.

  1. Abra uma conta em uma instituição de corretagem

Quem deseja investir na Bolsa de Valores precisa antes abrir uma conta em uma corretora de valores. Essa pode ser uma tarefa complicada, ainda mais se você busca aquela que fará você gastar menos com taxas. Cada corretora tem o seu preço e você precisará pesquisar bastante para encontrar a melhor opção. Há casos que, dependendo do investimento, ele poderá até ser isento da taxa de corretagem. Você precisará estudar se o montante que você quer investir terá uma rentabilidade que valha a pena após o desconto dos valores pagos à instituição financeira.

Lá você deverá apresentar diversos documentos e também responderá a uma série de questionamentos, informando desde sua renda, dados pessoais e profissionais. Além disso, você passará pelo teste de suitability, uma vasta sequência de perguntas detalhistas que ajudarão a definir o seu perfil de risco e que tipo de investimento você estará apto a fazer.

  1. Compre fundos de índice

Uma ótima maneira de começar a investir na Bolsa de Valores é por meio dos fundos de investimento passivos, casos dos fundos de índice, ou ETF. Esse tipo de fundo é gerido por profissionais, assim como nos investimentos mais comuns, fazendo com que você não tenha que se preocupar com isso o tempo todo, menos ainda se voltar a escolher ações individuais, um processo bem mais complexo. Assim, você alcançará um resultado mais benéfico às suas aplicações.

Não há necessidade de buscar a diversificação das ações dos fundos de índice, pois eles já são diversificados, isto é, possuem várias ações diferentes. Esse tipo de fundo acompanha um índice específico, propiciando que você alcance um retorno médio do próprio mercado. Pode parecer pouco, mas, para um investidor que começa agora a dar seus primeiros passos no mercado de ações, trata-se de um belo início.

  1. Sempre que puder, adquira mais fundos

Após ter investido nos fundos de índice aquela verba separada para o início, você deverá destinar mensalmente parte de seu salário para comprar mais fundos deste tipo. Adotar a compra periódica de ações está dentro de uma estratégia de consolidar uma posição de forma gradual. Ou seja, ao invés de investir R$ 5.000,00 de uma vez com um dinheiro já armazenado anteriormente, você pode fazer contribuições periódicas de R$ 1000,00, por exemplo.

Isso permite que você possa adquirir ações de forma fixa não apenas quando o mercado vive dias bons, mas também quando ele está em momentos de baixa. Desta forma, você se habilita a comprar mais ações quando elas estão mais baratas, adquirindo menos quando elas estiverem caras, porque você sempre terá dinheiro para aplicar nelas.

Essa estratégia é indicada especialmente para que você obtenha resultados positivos no longo prazo. Isto é, pode ser que as ações fiquem no vermelho por um período, mas não quer dizer que não irá recuperar seu dinheiro. É preciso que você espere que elas subam para poder vender e não receber menos do que investiu. Por isso, calma e canja de galinha não fazem mal a ninguém.

 

  1. Aprenda o que puder sobre ações

Se você quer ir além dos fundos de investimento passivo, você deverá começar a adquirir ações individuais, muito mais voláteis no mercado financeiro. Para que sua empreitada dê bons rendimentos, é vital que você aprenda o máximo que puder antes de entrar nessa área que é bem mais arriscada.

Você pode utilizar o passo dado a partir deste artigo em que acumula capital por meio de investimentos de fundos de índice para estudar a respeito do mercado de ações individuais e aprofundar seus conhecimentos, seja por meio de livros, cursos, sites sobre investimentos etc.

Uma sugestão para ajudar ainda mais você a conhecer esse universo é buscar simuladores da bolsa online. Nele você poderá arriscar à vontade para conhecer como funciona o sobe e desce dos preços das ações, mas sem comprometer seu patrimônio. A Folhainvest (http://folhainvest.folha.com.br/) possui esse tipo de simulação, além de ser um bom canal de conteúdo sobre a Bolsa de Valores. Após cumprir esta etapa você poderá aplicar em ações individuais.

  1. Invista em ações individuais, mas vá com calma

Bem, depois de percorrer todo esse processo, se você se sente seguro em começar a arriscar mais, poderá investir em ações individuais. Mas permita-nos oferecer uma dica conservadora: faça isso de forma gradual e segura. A ideia é que você adquira uma ação por vez até completar a carteira desejada. Isso proporcionará uma maior proteção a você para o caso de ocorrer algum prejuízo nas ações individuais, já que você já estará resguardado pelos dividendos advindos dos fundos de índice.

Ainda assim é importante que as ações individuais não representem mais do que 10% da sua carteira de investimentos. Se uma ação atingir esse patamar, a sugestão é que você adquira outra, sem deixar de investir nos fundos de índice.

E aí, gostou das dicas? Se sente mais preparado para entrar no mercado financeiro de ações? Ficou alguma dúvida? Deixe um comentário aqui embaixo e converse com a gente!

Já imaginou investir no mercado financeiro? É um tanto quanto assustador, não é mesmo? Pois a ideia da Bolsa de Valores e de investir em ações parece algo bastante distante da realidade da maioria das pessoas e afasta aqueles que não possuem um acesso fácil a este novo mundo, repleto de possibilidades.

Mesmo para você que já deu os primeiros passos como investidor ao aplicar recursos em fundos de renda fixa ou em títulos do Tesouro Direto, e outras aplicações de menor risco, pode ter um certo medo de dar um passo além, já que o investimento em ações não tem a mesma garantia de retorno do dinheiro investido como nas modalidades citadas anteriormente. E faz sentido, pois é preciso um certo conhecimento e, qualquer decisão tomada errada ou no calor do momento, pode colocar tudo a perder.

É normal ter essa dúvida. Mas acalme-se que neste artigo vamos trazer orientações e dicas para que você perca o medo de investir em ações e comece a dar os primeiros passos nesse mercado, com total segurança, até você ter um bom domínio sobre esse processo.

E como isso é possível? Bem, vamos focar inicialmente em uma estratégia de investimento passivo, em que você terá apenas que comprar os ativos certos e aguardar que eles se valorizem por 10 anos ou mais. A ideia aqui é facilitar a sua vida, já que você não tem o conhecimento todo para analisar as ações e, no curto prazo, sair comprando e vendendo, ganhando e perdendo dinheiro. Com isso, você não precisará acompanhar o andamento do mercado de ações, dando tempo para os seus outros afazeres. Depois, vamos desvendando os passos seguintes para você se diversificar ainda mais seus investimentos. Vamos lá!

  1. Crie uma reserva emergencial

Antes de iniciar seus investimentos em ações, você deverá criar um fundo pessoal com uma reserva para emergências. Isso irá protegê-lo de qualquer problema que ameace seus investimentos. Por exemplo: caso você precise de algum dinheiro no curto prazo e não tenha um fundo emergencial terá que vender suas ações no mercado rapidamente, estando sujeito às oscilações normais de um mercado volátil, o que poderá fazer com que você perca muito dinheiro.

A sugestão é que sua reserva seja de pelo menos três vezes as suas despesas mensais mais importantes e que esse montante esteja aplicado em um investimento mais conservador e que possua alta liquidez. Como exemplo, podemos citar o Tesouro Selic, que os rendimentos correm de acordo com os juros da taxa Selic, que rege a nossa economia, e que pode ser resgatado antes de seu vencimento, com possibilidade de boa rentabilidade.

  1. Guarde dinheiro

Guarde dinheiro? Mas como assim? Eu já vou ter que formatar um fundo emergencial. Agora vou ter que juntar ainda mais? Sim. Mas calma, você vai entender. O item 1 sugere que você crie um fundo para utilizar em alguma emergência que não comprometa suas ações. Agora aqui é que você vai reunir o capital para começar a aplicar na Bolsa de Valores, correto?

Não há um valor mínimo para você começar a investir, mas recomendamos que você reúna pelo menos R$ 5.000,00 para início de conversa. Esse valor é para garantir que você tenha verba para cobrir custos de custódia e corretagem que poderão ser cobrados e que causarão um impacto grande na sua rentabilidade caso você invista valores muito baixos.

  1. Abra uma conta em uma instituição de corretagem

Quem deseja investir na Bolsa de Valores precisa antes abrir uma conta em uma corretora de valores. Essa pode ser uma tarefa complicada, ainda mais se você busca aquela que fará você gastar menos com taxas. Cada corretora tem o seu preço e você precisará pesquisar bastante para encontrar a melhor opção. Há casos que, dependendo do investimento, ele poderá até ser isento da taxa de corretagem. Você precisará estudar se o montante que você quer investir terá uma rentabilidade que valha a pena após o desconto dos valores pagos à instituição financeira.

Lá você deverá apresentar diversos documentos e também responderá a uma série de questionamentos, informando desde sua renda, dados pessoais e profissionais. Além disso, você passará pelo teste de suitability, uma vasta sequência de perguntas detalhistas que ajudarão a definir o seu perfil de risco e que tipo de investimento você estará apto a fazer.

  1. Compre fundos de índice

Uma ótima maneira de começar a investir na Bolsa de Valores é por meio dos fundos de investimento passivos, casos dos fundos de índice, ou ETF. Esse tipo de fundo é gerido por profissionais, assim como nos investimentos mais comuns, fazendo com que você não tenha que se preocupar com isso o tempo todo, menos ainda se voltar a escolher ações individuais, um processo bem mais complexo. Assim, você alcançará um resultado mais benéfico às suas aplicações.

Não há necessidade de buscar a diversificação das ações dos fundos de índice, pois eles já são diversificados, isto é, possuem várias ações diferentes. Esse tipo de fundo acompanha um índice específico, propiciando que você alcance um retorno médio do próprio mercado. Pode parecer pouco, mas, para um investidor que começa agora a dar seus primeiros passos no mercado de ações, trata-se de um belo início.

  1. Sempre que puder, adquira mais fundos

Após ter investido nos fundos de índice aquela verba separada para o início, você deverá destinar mensalmente parte de seu salário para comprar mais fundos deste tipo. Adotar a compra periódica de ações está dentro de uma estratégia de consolidar uma posição de forma gradual. Ou seja, ao invés de investir R$ 5.000,00 de uma vez com um dinheiro já armazenado anteriormente, você pode fazer contribuições periódicas de R$ 1000,00, por exemplo.

Isso permite que você possa adquirir ações de forma fixa não apenas quando o mercado vive dias bons, mas também quando ele está em momentos de baixa. Desta forma, você se habilita a comprar mais ações quando elas estão mais baratas, adquirindo menos quando elas estiverem caras, porque você sempre terá dinheiro para aplicar nelas.

Essa estratégia é indicada especialmente para que você obtenha resultados positivos no longo prazo. Isto é, pode ser que as ações fiquem no vermelho por um período, mas não quer dizer que não irá recuperar seu dinheiro. É preciso que você espere que elas subam para poder vender e não receber menos do que investiu. Por isso, calma e canja de galinha não fazem mal a ninguém.

  1. Aprenda o que puder sobre ações

 

Se você quer ir além dos fundos de investimento passivo, você deverá começar a adquirir ações individuais, muito mais voláteis no mercado financeiro. Para que sua empreitada dê bons rendimentos, é vital que você aprenda o máximo que puder antes de entrar nessa área que é bem mais arriscada.

Você pode utilizar o passo dado a partir deste artigo em que acumula capital por meio de investimentos de fundos de índice para estudar a respeito do mercado de ações individuais e aprofundar seus conhecimentos, seja por meio de livros, cursos, sites sobre investimentos etc.

Uma sugestão para ajudar ainda mais você a conhecer esse universo é buscar simuladores da bolsa online. Nele você poderá arriscar à vontade para conhecer como funciona o sobe e desce dos preços das ações, mas sem comprometer seu patrimônio. A Folhainvest (http://folhainvest.folha.com.br/) possui esse tipo de simulação, além de ser um bom canal de conteúdo sobre a Bolsa de Valores. Após cumprir esta etapa você poderá aplicar em ações individuais.

  1. Invista em ações individuais, mas vá com calma

Bem, depois de percorrer todo esse processo, se você se sente seguro em começar a arriscar mais, poderá investir em ações individuais. Mas permita-nos oferecer uma dica conservadora: faça isso de forma gradual e segura. A ideia é que você adquira uma ação por vez até completar a carteira desejada. Isso proporcionará uma maior proteção a você para o caso de ocorrer algum prejuízo nas ações individuais, já que você já estará resguardado pelos dividendos advindos dos fundos de índice.

Ainda assim é importante que as ações individuais não representem mais do que 10% da sua carteira de investimentos. Se uma ação atingir esse patamar, a sugestão é que você adquira outra, sem deixar de investir nos fundos de índice.

E aí, gostou das dicas? Se sente mais preparado para entrar no mercado financeiro de ações? Ficou alguma dúvida? Deixe um comentário aqui embaixo e converse com a gente!

 

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