Dicas para conservadores investirem na Bolsa de Valores

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Dicas para conservadores investirem na Bolsa de Valores

Você é uma pessoa que busca aumentar o seu patrimônio, tem poupado dinheiro, começou a aplicar em títulos de renda fixa, mas está cansado da rentabilidade obtida com esse tipo de investimento? No entanto, não quer deixar seu perfil conservador? Ótimo, pois este artigo é para você! Aqui apresentaremos algumas estratégias de baixo risco que farão você poder investir sem perder seu perfil conservador.

Há muitas maneiras de conseguir aumentar a rentabilidade de seus investimentos no mercado financeiro sem se expor muito aos riscos que a Bolsa de Valores oferece em contrapartida a quem quer maiores rendimentos. A questão aqui é que, ao optar pela opção mais conservadora, você deverá ter em mente que o retorno não será tão imediato, será preciso tempo para colher os frutos dessa semeadura.

Em primeiro lugar você deverá ter em conta o prazo da aplicação – normalmente um tempo mais longo. Além disso, você terá que analisar a possibilidade de fazer um reequilíbrio com os investimentos em renda fixa baseado no seu patrimônio e idade. Será preciso também escolher ações de empresas a partir de certas informações, tais como: estar no Índice Ibovespa (que lista as ações mais negociadas do ano anterior), fazer parte do Novo Mercado (padrões de governança e transparência exigidos para a abertura de capital) e ter histórico positivo quanto ao pagamento dos rendimentos.

Tudo isso ajudará a reduzir o risco que você estará exposto ao comprar e vender ações, fazendo com que o impacto no caso de queda dos preços de seus papéis seja menor em seus lucros. Além disso, vai propiciar que sua rentabilidade cresça substancialmente no longo prazo, tanto por conta da oscilação dos preços da sua carteira quanto pelos recebimentos dos dividendos e também dos juros do capital aplicado. A seguir detalharemos melhor cada uma vessas estratégias.

 

Um prazo conservador

 

O mais comum na Bolsa de Valores é ter pessoas ganhando dinheiro por meio da compra e venda de ações no curto prazo. O sujeito age por especulação, apostando em altas e baixas súbitas dos papéis. Mas aqui estamos buscando alternativas para quem é conservador e, convenhamos, esse cenário descrito não tem nada a ver com alguém mais comedido.

E sabe porquê? Para você atuar no curto prazo é preciso um enorme conhecimento e também um acompanhamento incansável de sua parte em cima do mercado, além de ter muita vontade de arriscar, e estômago para saber perder. Agora, se você não vive de rendimentos, trabalha em outra área e tem uma família para cuidar, vai ficar difícil encontrar tanto tempo para investir nisso, não é mesmo? E a ideia também não é correr riscos exagerados em troca de lucro fácil, que também pode trazer grandes prejuízos.

Para manter seu perfil conservador, uma ótima estratégia é investir no longo prazo, ou seja, de dois anos para cima. Você deverá fazer um planejamento que leve em conta o resgate desse investimento apenas depois de muito tempo, pois a ideia aqui é comprar e aguardar. Não adianta querer sacar esse capital antes, pois você poderá perder dinheiro. O valor investido deve ser indicado no seu planejamento orçamentário apenas com esse objetivo. Não adianta contar com ele paga parar alguma dívida ou viajar em um período menor que dois anos.

E por que longo prazo? Oras, o pensamento aqui é que com um período mais extenso se valorizem apenas empresas mais sólidas, com boa governança e com perspectiva positiva de crescimento. E mesmo que os preços das ações caiam nesse intervalo, há tempo para que elas se recuperem e ainda você poderá receber dividendos nesse período.

Quanto o conservador deve investir na bolsa

Quem já possui um bom patrimônio acumulado, ou mesmo jovens e pessoas com poucas dívidas e compromissos tendem a investir grandes somas de sua verba em renda variável (ações, fundos de ações e demais derivativos). Aquele investidor de perfil agressivo costuma aplicar 40% de seu patrimônio ou chegar a até 60% de seu rendimento líquido nesse tipo de carteira. Ou seja, ele se expõe muito ao risco.

Agora, se o seu perfil é conservador, você irá procurar aplicar uma porcentagem bem menor do total do seu patrimônio. Isso irá diminuir o seu risco de perder dinheiro investindo em ações individuais? Não. Porém, a diferença aqui é que o impacto desse suposto prejuízo em toda a sua renda será muito menor se você investir R$ 10.000,00 do que alguém com perfil agressivo que aplicou R$ 100.000,00. E se você é um investidor conservador, deve manter sempre a balança desequilibrada, ou seja, seus investimentos devem pender mais para títulos de renda fixa e menos em ações.

Essa conta pode ser feita de uma maneira simples. Utilizamos aqui a “regra dos 70”. No caso do investidor conservador, a ideia é que você subtraia sua idade de 70. O resultado seria a porcentagem as ser aplicada em ações. Por exemplo, se você tem 35 anos, então a conta seria 70 – 35 = 35. Ou seja, do total de recursos que você dispõe para investimentos, 35% deveriam ser alocados em renda variável.

A ideia da “regra de 70” está baseada na questão da idade, isto é, um jovem tem mais tempo e condições de se recuperar de um período de baixa do mercado, enquanto que alguém mais velho tende a ter mais contas para pagar e não tem mais tanto tempo para se recuperar de possíveis prejuízos.

Ainda que essa conta lhe ajude a obter um norte, aqui vai uma dica: não invista mais de 20% do seu patrimônio total, o que inclui casas e carros, em renda variável. Outra recomendação: nunca aplique em papéis de ações mais de 40% do dinheiro que você tem para investir. Se você tem perfil conservador, obrigatoriamente terá que aplicar o restante disponível em renda fixa e outros tipos de investimento com baixo ou mesmo nenhum risco.

As melhores ações para um conservador

Empresas médias e pouco capitalizadas podem oferecer um bom retorno a quem investe nelas. Porém, com o aumento da possibilidade de rentabilidade, há também o acréscimo proporcional do risco de sofrer algum abalo em seu patrimônio. E como a ideia deste artigo é dar dicas a quem tem perfil conservador, fuja de companhias pequenas e médias, desconhecidas e pouco capitalizadas.

Como já mencionamos preliminarmente mais acima, o investidor conservador deve buscar empresas consolidadas no mercado, sólidas, organizadas e, de preferência, ligadas a setores que fazem parte do crescimento da economia, do Brasil e do mundo. Não à toa, essas companhias são as que mais têm ações negociadas na Bolsa de Valores, estando sempre listadas no Índice Ibovespa.

É vital também ficar atento às empresas que aderiram a boas práticas de governança. Isso conta pontos e diminui o risco de perda de dinheiro. Suas ações estão na Bolsa de Valores marcadas com a sigla “NM” após o nome da instituição na descrição do papel. O “NM” nada mais é do que o “Novo Mercado”, o mais alto grau de governança corporativa que uma companhia pode chegar no Brasil.

Outra forma de você diminuir os riscos de prejuízo no volátil mercado de ações é investir em papéis diversos. Mas não basta aplicar em companhias distintas, você deve colocar seu dinheiro em setores diferentes da economia brasileira. Por exemplo, sua carteira de ações poderá ter papéis do setor alimentício, construção civil, energético, financeiro, siderurgia etc.

Isso porque, cada setor reage de uma maneira distinta em meio a uma crise internacional ou mesmo diante de uma queda no consumo, por exemplo. Com essa diversificação, você se protege de perder grandes somas se investisse apenas em uma empresa ou em um setor em específico, pois a probabilidade de que várias áreas da economia enfrentem os mesmos problemas ao mesmo tempo é bem menor. O mesmo vale ao contrário: companhias diferentes podem aproveitar melhor boas oportunidades de crescimento e propiciar bons rendimentos a seus acionistas.

Outra forma de ganhar dinheiro investindo em ações de empresas é justamente obter parte dos lucros que lhe cabe da própria companhia. Afinal de contas, quando você compra um papel de determinada instituição você se torna sócio dela. Há empresas que repassam pouco de seus lucros para os acionistas. Mas existem outras que distribuem mais.

O investidor conservador deve ficar atento aquelas que pagam mais e que tenham em seu histórico um bom retrospecto como pagadoras. Confira como e quanto a instituição que você pretende investir tem pago nos últimos anos. Para que o investimento valha a pena é importante que a empresa pague ao menos o que a poupança rende anualmente.

 

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  • Willian Cocito

    Gostaria de saber se a Hinode tem cotas em ações e qual o código dela no mercado de investimento.